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Sexta-feira , 26 de Junho de 2009

.:: DESBRAVANDO O TWITTER ::.

 

Porque blog é uma coisa tãooooo last season. 

https://twitter.com/mesapratres


Escrito por Garçom às 16:10:58
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Terça-feira , 16 de Junho de 2009

.:: PARADA LGBTXYZ 2009 ::.

 

O final de semana da parada gay é sempre uma sucessão de equívocos. Todo ano é a mesma coisa: eu fico empolgado, me preparo dias antes e, inevitavelmente, chego à conclusão de que a parada é um dos eventos mais horrorosos do calendário cristão. Tanta gente feia reunida, gente, uma coisa de dar medo. Três milhões e meio de viados, três milhões e meio de lenços palestinos. Um horror.

 

Minha mãe costumava dizer que quando uma coisa é muito feia, é mais feia que mudança de pobre. Eu diria que a parada gay é uma mudança de pobre de carroça na chuva. Visualizou?

 

Mas enfim, esse ano eu recebi em casa as delegações do pessoal de Minas e de Osasco, uns queridos. E mesmo cercado de gente feia e mal vestida por todos os lados, fomos todos para a avenida dispostos a nos divertir. Porque né, não importa se é pato ou se é pata, eu quero é ver botar o ovo.

 

Desde a semana passada eu havia planejado e ensaiado as regras do meu já tradicional campeonato solo de beijos na avenida, e esse ano eu até criei uma tabela de pontos para não me confundir. O campeonato anual - em que eu sempre disputo comigo mesmo - funciona mais ou menos assim: beijar gay feio vale dez pontos, gay médio vale vinte pontos e gay bonito vale trinta pontos, deixando claro que o enquadramento da beleza nas categorias “feio”, “médio” e “bonito” fica sempre sob meu exclusivo critério (um dos mais duvidosos do mundo). Beijar heterossexual vale 50 pontos, se for casado vale 100. A pontuação dobra automaticamente se o indivíduo for de outro estado e triplica se for de outro país. Travesti só conta ponto se for operado e assim por diante, a pontuação aumenta conforme aumenta a dificuldade da tarefa. A meta era vencer a mim mesmo e bater os 2.500 pontos do ano passado.

 

Eu já estava empolgadíssimo e imaginava que a parada seria um sucesso absoluto de público, tendo por parâmetro o megaevento que foi a caminhada lésbica no dia anterior. Parênteses: gente, eu não sabia que tinha tanta lésbica no mundo, juro. Uma amiga me chamou para ir nessa tal caminhada lésbica, e eu - que não gosto nem de lésbica nem de caminhar, mas adoro um constrangimento coletivo - resolvi comparecer. Foi muito cultural e tals, uma formula truck revisitada, se é que você me entende. Fecha parênteses, voltemos à parada.

 

Já na primeira meia hora de avenida, imbuído do mais voraz espírito competitivo, angariei seiscentos pontos. Uma hora e três garrafas de jurupinga depois, eu resolvi inovar e inventei umas novas regras envolvendo estaturas e próteses de silicone, o que me rendeu alguns pontos extras em um tempo recorde - um grupo de amigos solidários ia anotando tudo e comemorando comigo cada ponto alcançado, todos visivelmente emocionados.

 

Antes mesmo de descer a consolação eu já estava prestes a bater a meta, e daí que no meio de tanta gente feia e mal diagramada eu conheci um mexicano que era uma graça e ele queria porque queria me beijar e me levar com ele pra Acapulco. No começo o meu coração ficou dividido: beijar o moço e correr o risco de pegar a gripe do porco ou angariar uma infinidade de pontos em uma tacada só, porque o cara era casado e lindo e praticamente um anão, além de ser estrangeiro e estrangeiro valer o triplo. Voilá: o espírito competitivo venceu o instinto de sobrevivência.

 

E hoje eu acordei com um pouco de febre.


Escrito por Garçom às 17:20:22
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Segunda-feira , 15 de Junho de 2009

.::  JOGO DO BICHO ::.

 

Da série “diálogos de corpus christi”.

 

- Ai, sabe o que é? Ele é muito grudento.

- Sério?

- Sério. Pegajosíssimo.

- Deve ser o signo. Que signo ele é?

- Sei lá. Abril é o que? Carrapato?


Escrito por Garçom às 14:32:07
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Sexta-feira , 12 de Junho de 2009

.:: PENSAMENTO DO DIA ::.

 

Melhor passar um dia dos namorados sozinho que um carnaval namorando. E tenho dito.


Escrito por Garçom às 17:30:27
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Segunda-feira , 01 de Junho de 2009

.:: CUIDADO COM A TRAVA ::.

 

Na semana passada eu tive um surto psicótico e achei que era uma boa expor a minha alva e distinta figura no Playcenter. Botei a minha roupa mais simplesinha, angariei alguns amigos igualmente corajosos e desocupados e montamos caravana rumo à longínqua cercania da Barra Funda.

 

A primeira aventura do dia foi constatar que o surto psicótico tinha sido coletivo. Toda a população destemida da Grande São Paulo foi acometida da mesmíssima idéia errada, e o parque estava mais cheio que puteiro em feriado. A diversão estava garantida, enfim.

 

É engraçado notar como as pessoas em geral se comportam em um parque de diversões. Todas gritam e se sacodem que nem lombriga no álcool. Todas, invariavelmente, se sentem satisfeitas em gastar o salário do mês e enfrentar horas e horas de fila para se jogar de vinte metros de altura ao som de Rihanna. É um comportamento digno de estudo e admiração.

 

Mas, de uma maneira geral, eu diria que foi um passeio razoável. Parque de diversões é sempre bom. O pior dia no parque é melhor do que o melhor dia de trabalho - assim como o pior pênis é melhor do que a melhor vagina, já alertava meu sábio amigo Kiko.

 

Uma coisa que me chocou - sim, existem coisas que ainda me chocam - foi a quantidade de bichinha adolescente naquele lugar. Eu tava quase achando que tinham mudado no calendário o dia do Gay Day, porque olha, nem na Benedito Calixto em dia de sol quente devia ter tanto viado junto. E acho que a coisa já virou meio oficial, porque todos os brinquedos tocavam música eletrônica de viado - inclusive o Samba, que ironia. Enfim, a única explicação que me ocorre é a proximidade geográfica com a Blue Space, uma coisa do tipo “vamos ao Playcenter e esticamos na Blue pra economizar o bilhete de metrô.”

 

Olha, longe de mim me apegar a essas coisas de beleza, sabe? Mas eu finalmente entendi a expressão “bichinha playcenter”, utilizada para designar os mais variados espécimes de pederastas suburbanos - do pão-com-ovo de chanel franjado ao mais recente e antenado calça-cenoura.

 

Só eu imagino um travesti acrobata selvagem cada vez que um funcionário grita que não pode mexer na trava, que é para levantar a trava, subir a trava, descer a trava?


Escrito por Garçom às 12:41:40
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