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Sexta-feira , 21 de Agosto de 2009

.:: SÓ FALTA CHATO ::.

 

Esses dias eu resolvi dar mais um passo na longa estrada da humilhação pública que é a minha vida e adquiri caspa. Isso mesmo, caspa. Aquela sujeira branca que cai da sua cabeça sobre a sua roupa preta nas horas mais inadequadas e te deixa parecendo um boneco de neve. CAS-PA.

 

E caspa é que nem mau hálito, né? Garantia absoluta de constrangimento. Uma coisa que todo mundo tem pelo menos uma vez na vida, mas pouca gente admite. Mais ou menos que nem vontade de dar a bunda - guardadas as devidas proporções.

 

Enfim. Não é uma coisa assim que se diga “nossa, quanta caspa ele tem!”, mas é sempre algo desagradável e eu precisava tomar uma atitude.

 

E daí que no começo da semana eu resolvi dar um pulinho na ultrafarma *a farmácia do pobre feliz* pra comprar um remédio:

 

- Pois não?

- Tem xampu anticaspa?

- Tem sim. Tenho um que é bárbaro.

- É bom mesmo?

- Ô. Mata a caspa em uma semana.

 

Oi? Como assim MATA a caspa? Caspa é coisa viva e eu nem sabia? Vivendo e aprendendo, Brasil.

 

E olha, longe de mim fazer fofoca, mas nem balconista a moça era, era farmacêutica. Formada sabe-se lá onde. E daí você já imagina porque a ultrafarma vende tão barato, né?

 

Mas eu não tinha outra escolha, acabei levando o tal remédio. Se o negócio mata coisa que nem viva é - pensei - deve ser realmente eficiente.

 

Mas o que importa é que o xampu realmente funcionou, e agora eu não tenho mais nenhuma caspinha viva sobre a minha cabeça. Todas devidamente intoxicadas e assassinadas, e agora eu vou poder sambar e sacolejar o cabelo amanhã na praça roosevelt sem medo de ser feliz.


Escrito por Garçom às 16:45:39
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Segunda-feira , 10 de Agosto de 2009

.:: PEGA LADRÃO ::.

 

No último sábado eu acordei norminha e resolvi dar uma escapulida de casa, porque nem só de união estável vive o homem. Dei leite quente com canela pro marido e rumei para mais uma aventura carnavalesca na longínqua e promíscua estância alto da serra, pra curtir o asa country (joga no google).

 

Enfim. Nada demais. Micareta é aquela coisa de sempre. Mas a minha vida é aquela piada que vocês já conhecem, e eu consigo transformar um evento aparentemente comum em um capítulo final de novela das oito. Chegando lá, o meu maior temor se confirmou. Uma faixa com letras garrafais advertia que não seria permitida a entrada no recinto com maços de cigarro. Oi? Cigarro virou droga e ninguém me avisou?

 

Cara, eu fico indignado com essas coisas. Comecei a gritar e protestar e neguinho jogando maço cheio na lata de lixo, sem falar nada. Esse povo não é fumante de verdade. Se Nair Bello estivesse viva e fosse micareteira, certeza que ela estaria ali fora me dando apoio e protestando comigo. Certeza.

 

A minha primeira idéia foi a de curtir o show todo do lado de fora, de olhinhos fechados e marlboro light na boca, porque mais vale um cigarro acesso na mão que um maço apagado na lata de lixo. Depois achei que, já que tinha gastado uma grana considerável com o abadá, talvez seria uma boa fumar os dois maços em meia hora pra matar a vontade e entrar de uma vez e curtir o evento. Só depois me ocorreu que cigarro e sexo não têm efeito cumulativo, não ia resolver. Por fim, eu tive uma terceira idéia, e consegui entrar com os maços de cigarros escondidos de uma forma tão humilhante que a pouca compostura que me resta me inibe de revelar aqui. Os fins justificam os meios e é o que basta.

 

A coisa teve todo um charme especial. Eu me senti um verdadeiro criminoso fumando escondido pelos cantos do recinto. E rolava até um tráfico no banheiro, tinha um cara vendendo cada cigarro por cinco reais, e o povo se estapeando pra comprar. Papelão.

 

Tudo corria bem até que, no meio do show, na melhor parte, eu me empolguei e levantei a mãozinha pra fazer a dança do vampiro e o segurança viu o cigarro aceso na minha mão e veio arrumar encrenca. Era o meu ÚLTIMO cigarro e eu não pensei duas vezes. Saí correndo tal qual uma travesti fugindo da polícia, tropecei e caí. Foi cerveja pro lado e dignidade pro outro, mas o cigarro da minha mão ninguém tira e eu só levantei depois do último trago.

 

Resultado dessa sensacional aventura: pé fraturado, joelho ralado e tarde de domingo no hospital. Dignidade, a gente se vê por aqui.


Escrito por Garçom às 14:13:36
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